Via sacra, Jesus é descido da Cruz

Via Sacra.

Um Post de meditação para o Sábado Santo.

Jesus é descido da Cruz

 

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O repouso do Sepulcro Vos aguarda, Senhor. Nas sombras da morte, abris o Céu aos justos do limbo, enquanto na Terra, em torno de vossa Mãe, se reúnem uns poucos fiéis para Vos tributar honras funerárias. Há no silêncio destes instantes uma primeira claridade de esperança que nasce. Estas primeiras homenagens que Vos são prestadas são o marco inaugural de uma série de atos de amor da humanidade redimida, que se prolongarão até o fim dos séculos.

Arautos do Evangelho-2014_10_16-5DLS0347Quadro de dor, de desolação, mas de muita paz. Quadro em que se pressagia algo de triunfal nos cuidados indizíveis com que vosso divino Corpo é tratado.

Sim, aquelas almas piedosas se condoíam, mas algo nelas lhes fazia pressentir em Vós o Triunfador glorioso.

Possa eu também, Senhor, nas grandes desolações da Igreja, ser sempre fiel, estar presente nas horas mais tristes, conservando inabalável a certeza de que vossa Esposa triunfará pela fidelidade dos bons, pois que A assiste a vossa proteção.

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Pai­ Nosso, Ave Maria, Glória

V/. Sagrado Coração de Jesus, vítima dos pecadores.

R/. Tende piedade de nós.

V/. Pela misericórdia de Deus descansem em paz as almas dos fiéis defuntos.

Amém..

Fonte: Catolicismo Nº3 Março de 1951 – Plinio Corrêa de Oliveira

Imagem: Santuário das almas, São Paulo – SP

Fotografo: Leandro S.

Via Sacra, Jesus morre na Cruz

Via Sacra.

Um Post de meditação para a Sexta-feira Santa.

Jesus morre na Cruz

 

V/. Nós Vos adoramos, ó Cristo, e Vos bendizemos.
R/. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

 

Arautos do Evangelho-Igreja_ Sao Francisco--Cidedes historicas_Sao Joao del Rei--Religiao--Nosso Senhor crucificado--Cruz--NSJC--Imagem_milagrosa--IMG_1035Chegou por fim o ápice de todas as dores. É um ápice tão alto, que se envolve nas nuvens do mistério. Os padecimentos físicos atingiram seu extremo. Os sofrimentos morais alcançaram seu auge. Um outro tormento deveria ser o cume de tão inexprimível dor: “Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonastes?” De um certo modo misterioso, o próprio Verbo Encarnado foi afligido pela tortura espiritual do abandono, em que a alma não tem consolações de Deus. E tal foi este tormento, que Ele, de quem os Evangelistas não registraram uma só palavra de dor, proferiu aquele brado lancinante: “Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonastes?”

Sim, por quê? Por que, se era Ele a própria inocência? Abandono terrível, seguido da morte e da perturbação de toda a natureza. O sol se velou. O Céu perdeu seu esplendor. A Terra estremeceu. O véu do Templo de rasgou. A desolação cobriu todo o universo.

Por quê? Para remir o homem. Para destruir o pecado. Para abrir as portas do Céu. O ápice do sofrimento foi o ápice da vitória. Estava morta a morte. A Terra purificada era como um grande campo desbastado, para que sobre ela se edificasse a Igreja.

Tudo isto foi, pois, para salvar. Salvar os homens. Salvar este homem que sou eu. Minha salvação custou todo este preço. E eu não regatearei mais sacrifício algum para assegurar salvação tão preciosa. Pela água e pelo Sangue que verteram de vosso divino Lado, pela Chaga de vosso Coração, pelas dores de Maria Santíssima, Jesus, dai-me forças para me desapegar das pessoas, das coisas que me possam distanciar de Vós. Morram hoje, pregadas na Cruz, todas as amizades, todos os afetos, todas as ambições, todos os deleites que de Vós me separavam.

Pai­ Nosso, Ave Maria, Glória

V/. Sagrado Coração de Jesus, vítima dos pecadores.

R/. Tende piedade de nós.

V/. Pela misericórdia de Deus descansem em paz as almas dos fiéis defuntos.

Amém..

Fonte: Catolicismo Nº3 Março de 1951 – Plinio Corrêa de Oliveira

Imagem: Igreja São Francisco, são João del Rei – MG

Fotografo: David A./Leandro S.

 

 

Via Sacra, Jesus é condenado à morte

Via Sacra.

Um Post de meditação para a Quinta-feira Santa.

Jesus é condenado à morte

Arautos do Evangelho-LS_92136O juiz que cometeu o crime profissional mais monstruoso de toda a História, não foi a ele impelido pelo tumultuar de nenhuma paixão ardente. Não o cegou o ódio ideológico, nem a ambição de novas riquezas, nem o desejo de comprazer a alguma Salomé. Moveu-o a condenar o Justo o receio de perder o cargo, parecendo pouco zeloso das prerrogativas de César; o medo de criar para si complicações políticas, desagradando ao populacho judeu; o medo instintivo de dizer “não”, de fazer o contrário do que se pede, de enfrentar o ambiente com atitudes e opiniões diferentes das que nele imperam.

Vós, Senhor, o fitastes por longo tempo com aquele olhar que em um segundo operou a salvação de Pedro. Era um olhar em que transparecia vossa suprema perfeição moral, vossa infinita inocência, e, entretanto, ele Vos condenou.

Senhor, quantas vezes imitei Pilatos! Quantas vezes, por amor à minha carreira, deixei que em minha presença a ortodoxia fosse perseguida, e me calei! Quantas vezes presenciei de braços cruzados a luta e o martírio dos que defendem vossa Igreja! E não tive a coragem de lhes dar sequer uma palavra de apoio, pela abominável preguiça de enfrentar os que me rodeiam, de dizer “não” aos que formam meu ambiente, pelo medo de ser “diferente dos outros”. Como se me tivésseis criado, Senhor, não para Vos imitar, mas para imitar servilmente os meus companheiros.

Naquele instante doloroso da condenação, Vós sofrestes por todos os covardes, por todos os moles, por todos os tíbios,… por mim, Senhor.

Meu Jesus, perdão e misericórdia. Pela fortaleza de que me destes exemplo arrostando a impopularidade e enfrentando a sentença do magistrado romano, curai em minha alma a chaga da moleza!

Pai­ Nosso, Ave Maria, Glória

V/. Sagrado Coração de Jesus, vítima dos pecadores.

R/. Tende piedade de nós.

V/. Pela misericórdia de Deus descansem em paz as almas dos fiéis defuntos.

Amém..

Fonte: Catolicismo Nº3 Março de 1951 – Plinio Corrêa de Oliveira

Imagem: Arautos do Evangelho, Campo Grande – MS

Fotografo: Leandro S.