Dom Cláudio Hummes, Pai e pastor dos Arautos

Ao analisarmos as leis postas por Deus na Natureza nos impressiona a semelhança com a ordem posta pelo criador na atividade humana.

Assim como as mais preciosas plantas ornamentais, belas, coloridas e perfumadas só se desenvolvem e desabrocham plenamente quando cultivadas pelas mãos dedicadas de experiente jardineiro, também o pleno desabrochar das comunidades, sociedades civis, grupos humanos e ordens religiosas se dá sob os cuidados de mãos experientes.

Quem cultivou os Arautos do evangelho? Um pai e pastor, Arauto da Igreja: Cardeal Dom Cláudio Hummes.


Pai e pastor dos Arautos

Dom Claudio Hummes
Cardeal Dom Cláudio Hummes

Muitos são os contatos dos Arautos do Evangelho com Dom Cláudio Hummes, que  começaram logo depois da aprovação, quando ele presidia a Arquidiocese de São Paulo, e se tornaram mais abundantes, calorosos e intensos ao longo dos anos.

Durante uma Missa no Seminário dos Arautos, em 20 de novembro de 2006, o Cardeal afirmou:

Dom Claudio Hummes e monsenhor joao“Foi um privilégio e uma graça muito grande que os Arautos tenham nascido na Arquidiocese de São Paulo. Lembro-me do dia em que o João (na época), hoje Pe. João, veio com seu grupo para dizer que estavam fundando a Associação de Fiéis dos Arautos do Evangelho. Assim, eles deram esse passo tão decisivo, tão corajoso e abençoado por Deus. Vocês veem hoje como Deus os abençoou, e como cresceram pelo mundo afora”.

No início da cerimônia de ordenação dos primeiros sacerdotes Arautos, presidida por Dom Lucio Renna na Basílica de Nossa Senhora do Carmo, Dom Cláudio explicou que um compromisso muito importante impedia-lhe de permanecer durante a celebração, mas salientou:

“Quis vir aqui pela importância deste momento”.

E acrescentou:

Dom Claudio com Mons Joao Cla“Esta Associação cresceu maravilhosamente. Nós todos estamos muito admirados e louvamos a Deus por este crescimento muito rápido da Associação dos Arautos do Evangelho, tanto aqui em São Paulo quanto no Brasil afora e por todo o mundo, em tantos países em que já estão presentes. Uma associação cristã de direito pontifício na qual começou a surgir também o chamado de Deus para o sacerdócio. Ontem foram ordenados cinco diáconos e, hoje, quinze diáconos serão ordenados padres. Este é um momento extremamente importante. E eu quero cumprimentar e, com vocês, agradecer a Deus por esta graça tão grande que hoje será concedida a vocês e, em vocês, à Igreja no Brasil, à Igreja no mundo”.

Dom Claudio Hummes e monsenhor joao cla

Na sua homilia durante a mencionada visita ao seminário, o prelado salientou:

dom Claudio celebra nos arautos-Dom Claudio Hummes e monsenhor joao“São Paulo já dizia que a Igreja – os Apóstolos e seus sucessores – tem de saber discernir e guardar, ou seja, apoiar aquilo que é bom. Corrigir aquilo que não está bem, mas apoiar aquilo que é bom, santo e justo. A Igreja já manifestou esse apoio a vocês, aprovando-os em âmbito pontifício. Mundial, portanto. Vocês receberam essa graça da Igreja, que é esse reconhecimento. Ao mesmo tempo, é uma grande responsabilidade de serem sempre muito fiéis e saberem interpretar em que direção a Igreja vai, como podem ajudar a Igreja, como podem dar apoio às suas iniciativas, em todo lugar onde estão”.

Dom Claúdio sempre foi para com os Arautos, dos primeiros momentos até a atualidade, um verdadeiro pai e pastor.

O nascedouro de uma tradição

Voltemos à era medieval, abandonemos por um tempo nossa realidade transpondo as barreiras do tempo, para ver em seu nascedouro o que se tornou uma das mais vivas tradições da alma católica!

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Estimados leitores, lhes convido a abandonarem a vida atual por alguns instantes; casas, amigos, trabalhos e problemas… A furarmos as mais intransponíveis barreiras do tempo e voltarmos 100, 300, 600 anos na História! Vamos para o ano de 1223, em plena Idade Média, com seu castelos, príncipes e princesas, envolvidos em fatos e lendas que tanto encantam as mentes de nosso século.

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Cá estamos na cidade de Greccio no centro-sul da Itália Medieval. Vemos junto a uma igreja um grupo de pessoas em torno de um homem alto e magro, com rosto e roupas gastos pelo tempo e a penitência.

Este homem é Francisco! Sim, São Francisco de Assis. Este grande santo, procurava um modo mais didático de explicar a um grande grupo de iletrados aldeões um dos maiores mistérios de nossa fé, o nascimento do Menino Deus – Estamos presenciando o nascimento de umas das nossas mais vivas tradições!-.

Por muito tempo o santo falou e argumentou. Tentava por palavras e gestos transmitir tudo quanto trazia em sua alma. Eles ouviam com respeito, mas… não davam mostras de terem realmente compreendido. O que fazer?

Amigo leitor, estamos no Natal e nos deparamos com uma realidade inegável: não há nada de mais abençoado, tradicional e simbólico, que toque tanto nossos corações nesta época como os presépios, que representam o nascimento do Menino Jesus. Todos vemos, admiramos e junto a eles rezamos, mas como surgiram?

Presépios dos Arautos do Evangelho – Fotos: Leandro Souza

Voltemos a nossa viagem e vejamos como se iniciou essa tão sublime tradição:

São Francisco mandou que lhe trouxessem uma imagem do Menino Jesus, uma manjedoura, palhas, um boi e um burro. Os campônios entreolharam-se, surpresos, mas providenciaram tudo sem demora.

Vemos que em pouco tempo, fica composta a cena, falta apenas a imagem do Menino Jesus. São Francisco, com grande devoção, tomou-a nos braços, para depositá-la na manjedoura.

Ó que milagre, que grande prodígio! Diante dos olhos maravilhados de todos, a imagem toma vida e o Menino sorri para São Francisco. Este abraça ternamente o Divino Menino e O deita sobre as palhas da manjedoura, enquanto todos os camponeses se ajoelham em adoração.

Mais uma vez o Menino Deus sorri e abençoa aqueles camponeses, Ele sorri e abençoa a nós que O admiramos nesta nossa viagem.

Pouco tempo se passa, e na manjedoura há uma simples imagem inanimada… O milagre passou, mas na alma de todos permanece a recordação viva do Menino Jesus. Ele lhes havia sorrido!

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Desde este dia todos os anos o “presépio de São Francisco”, foi montado na cidade de Greccio, na esperança de que o milagre se renovasse. A imagem nunca mais tomou vida, mas a Virgem Maria lhes falava especialmente à alma nessas ocasiões, com graças sensíveis, muito próprias ao Natal.

Não só em Greccio, mas em todos os presépios do mundo está presente o Menino Jesus — com Maria, sua Mãe, e São José — à nossa espera, para também nós, recebermos um sorriso e uma bênção do Menino Deus, não em uma imaginária viagem no tempo, mas em nossas almas, em nossos corações.

É este motivo porque se espalhou por todo o universo católico a tradição de montar presépios por ocasião do Natal.

Meu muito estimado leitor, ajoelhe-se piedosamente diante do Menino Jesus presente no presépio e peça, por intercessão da Virgem Maria, para si e para todos os seus entes queridos esse sorriso que comunica felicidade, essa bênção que transmite a paz.

Tenham todos um santo e feliz Natal!

Fotos: Leandro Souza / David Ayusso

Fotos de alguns presépios, e momentos de sua montagem nas casa e Igrejas dos Arautos de Evangelho.

Tudo em um presépio é abençoado, não apenas os momentos de orações e reflexão, mas já na montagem o ambiente é de pax e alegria.

Via Sacra na Capela São Judas Tadeu

Nós Vos adoramos, ó Cristo, e Vos bendizemos, que pela vossa cruz remistes o mundo.

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Foto arautos do evangelho-Viasacra na capela Sao Judas Tadeu  5DLS0937Foto: Leandro Souza