Tenho saudades da época em que eu Vos amava, e Vós me amáveis

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Há momentos, minha Mãe, em que minha alma se sente, no que tem de mais fundo, tocada por uma saudade indizível. Tenho saudades da época em que eu Vos amava, e Vós me amáveis, na atmosfera primaveril de minha vida espiritual. Tenho saudades de Vós, Senhora, e do paraíso que punha em mim, a grande comunicação que tinha convosco. Não tendes também Vós, Senhora, saudades desse tempo? Não tendes saudades da bondade que havia naquele filho que fui? Vinde, pois, ó melhor de todas as mães, e por amor ao que desabrochava em mim, restaurai-me: recomponde em mim o amor a Vós, e fazei de mim a plena realização daquele filho sem mancha que eu teria sido, se não fosse tanta miséria. Dai-me, ó Mãe, um coração arrependido e humilhado, e fazei luzir novamente aos meus olhos aquilo que, pelo esplendor de vossa graça, eu começara a amar tanto e tanto!… Lembrai-Vos, Senhora, deste David e de toda a doçura que nele púnheis. Assim seja!

 
Fotos: Gustavo K./Leandro S.

Maria é Mãe de Deus.

A grandeza de Nossa Senhora, assim como todos os seus títulos, depende do fato impressionante de sua maternidade divina.

Imagem de Nossa Senhora de Fátima
Imagem de Nossa Senhora de Fátima

Maria é imaculada, cheia de graça, Co-redentora da humanidade, Rainha dos Céus e da Terra, Medianeira universal de todas as graças, etc., porque é a Mãe de Deus. A maternidade divina A coloca a tal altura, tão acima de todas as criaturas que São Tomás de Aquino, tão sóbrio e discreto em seus comentários, qualifica essa dignidade como sendo de certo modo infinita. E seu grande comentarista, o Cardeal Caietano, diz que Maria, por sua maternidade divina, alcança os limites da divindade. Entre todas as criaturas, é Maria, sem dúvida alguma, a que tem maior afinidade com Deus.

Assim, no dizer de outro grande mariólogo “o dogma mais importante da Virgem Maria é sua maternidade divina“. É o primeiro alicerce sobre o qual se levanta o edifício da grandeza mariana. É um fato tão acima da capacidade de conhecimento do homem que deve ser considerado um dos maiores mistérios de nossa fé. Que uma humilde mulher, descendente de Adão como nós, se torne Mãe de Deus, é um mistério tão sublime de elevação do homem e de bondade divina, que deixa impressionada qualquer inteligência, angélica ou humana, nos séculos e na eternidade.

Fotos: Leandro Souza

A exultação mesma que os fiéis demonstraram, quando a maternidade divina foi definida solenemente como dogma de fé, comprova até à evidência quão profundamente na alma estava radicada essa verdade fundamental na alma daqueles antigos cristãos. Por isso, no sentir do Pe. Terrien, “as definições dos concílios não introduziram um novo dogma, mas foram antes a sanção oficial da fé da Igreja, motivada pelas sacrílegas negações dos inovadores.” (Pequeno Ofício da Imaculada Conceição comentado, Monsenhor João Clá Dias, EP, Artpress, São Paulo,1997, p. 365 à 367)

 

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