Tenho saudades da época em que eu Vos amava, e Vós me amáveis

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Há momentos, minha Mãe, em que minha alma se sente, no que tem de mais fundo, tocada por uma saudade indizível. Tenho saudades da época em que eu Vos amava, e Vós me amáveis, na atmosfera primaveril de minha vida espiritual. Tenho saudades de Vós, Senhora, e do paraíso que punha em mim, a grande comunicação que tinha convosco. Não tendes também Vós, Senhora, saudades desse tempo? Não tendes saudades da bondade que havia naquele filho que fui? Vinde, pois, ó melhor de todas as mães, e por amor ao que desabrochava em mim, restaurai-me: recomponde em mim o amor a Vós, e fazei de mim a plena realização daquele filho sem mancha que eu teria sido, se não fosse tanta miséria. Dai-me, ó Mãe, um coração arrependido e humilhado, e fazei luzir novamente aos meus olhos aquilo que, pelo esplendor de vossa graça, eu começara a amar tanto e tanto!… Lembrai-Vos, Senhora, deste David e de toda a doçura que nele púnheis. Assim seja!

 
Fotos: Gustavo K./Leandro S.

O dia que o demônio fez um poema à Imaculada Conceição de Maria!

Em Avellino, na Itália, no ano de 1823, um menino analfabeto, de 12 anos de idade foi possuído pelo demônio.

Estavam de passagem pela cidade dois sacerdotes da ordem dos dominicanos, Pe. Bassiti e Pe. Pignataro. Sabendo da presença dos padres, e sendo informado do caso, o bispo deu-lhes autorização para auxiliar o jovem, rezando o exorcismo.

Durante a oração o Demônio, afirmou que Nossa Senhora foi concebida cheia de graça e toda de Deus. Então os sacerdotes o obrigaram, em nome de Deus, a demonstrar a veracidade da Imaculada Conceição de Maria.

Para surpresa dos sacerdotes, pela boca do menino possesso, o demônio compôs em italiano um soneto teológico e perfeitamente construído.

Conta-se que o Papa Pio IX chorou ao ler esse soneto, que contém um profundíssimo argumento de razão em favor da Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus e nossa.

 

Poema:

Português:

Sou verdadeira mãe de um Deus que é filho,
E sou sua filha, ainda ao ser-lhe mãe;
Ele de eterno existe e é meu filho,
E eu nasci no tempo e sou sua mãe.

Italiano:

Vera Madre son Io d’un Dio che è Figlio
e son figlia di Lui, benché sua Madre;
ab aeterno nacqu’Egli ed è mio Figlio,
in tempo Io nacqui e pur gli sono Madre.

Ele é meu Criador e é meu filho,
E eu sou sua criatura e sua mãe;
Foi divinal prodígio ser meu filho
Um Deus eterno e ter a mim por mãe.
Egli è mio creator ed è mio Figlio,
son Io sua creatura e gli son Madre;
fu prodigo divin l’esser mio Figlio
un Dio eterno, e Me d’aver per Madre.
O ser da mãe é quase o ser do filho,
Visto que o filho deu o ser à mãe
E foi a mãe que deu o ser ao filho;
L’esser quasi è comun tra Madre e Figlio
perché l’esser dal Figlio ebbe la Madre,
e l’esser dalla Madre ebbe anche il Figlio.
Se, pois, do filho teve o ser a mãe,
Ou há de se dizer manchado o filho
Ou se dirá Imaculada a mãe.
Or, se l’esser dal Figlio ebbe la Madre,
o s’ha da dir che fu macchiato il Figlio,
o senza macchia s’ha da dir la Madre.

 

 

Fotos: Leandro Souza

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