Nos perigos, nas angústias, em todos os momentos de dúvida: invoca Maria!

Dificuldades, perseguições e angústias fazem parte de nossa vida. Já no início da Igreja os bons Católicos eram incompreendidos, odiados e caluniados. Por isso quando você, que agora nos lê, estiver passando pelas tribulações da vida, siga os conselhos do insigne pregador das Cruzadas: São Bernardo, o Doutor melífluo.


Oração Para Invocar Maria, a Estrela do Mar

Arautos do Evangelho-2017-0729_LS100600Nos perigos, nas angústias, em todos os momentos de dúvida, pensa em Maria, invoca Maria. Que este nome sagrado não se afaste do teu coração e não falte jamais nos teus lábios. Seguindo esta Estrela, não te desviarás. Se a invocares com humildade, não desesperarás. Se pensares em Maria, não errarás. Se ela estiver contigo, não cairás. Se te proteger, nada temerás. Com ela, como guia, não te fatigarás. Se te for propícia, chegarás à meta, firme e seguro. Quem quer que sejas, sacudido pelo vendaval das tempestades deste mundo, sentindo a terra como um mar devorador, não afastes os olhos do fulgor desta Estrela.

Quando soprar o vento tempestuoso e traiçoeiro da tentação, quando te sentires batido contra os escolhos perigosos da tribulação, olha para a Estrela e invoca Maria. Se te açoitarem as ondas da soberba, da inveja, da maledicência, olha para a Estrela, invoca Maria. Quando sentires a ira, a avareza, a carne e a tristeza tentarem fazer soçobrar a barquinha frágil de tua alma, olha para a Estrela, invoca Maria…

São Bernardo de Claraval

Tenha calma e fique em paz!

Tenha paz! Se Deus lhe põe à prova é porque lhe ama. “Recorra à Santíssima Virgem em todas as suas necessidades, com confiança e ternura, e peça ajuda a Ela como à sua Verdadeira e Boa Mãe.” (São Luiz Grignion de Montfort)

“Antes de tudo, tenha calma e fique em paz. Procure não se perturbar.

Foto tirada pelos Arautos do Evangelho do Panorama visto desde o topo da Pedra do Baú
Foto tirada pelos Arautos do Evangelho do Panorama visto desde o topo da Pedra do Baú

O nervosismo é a água turva em que o demônio faz as suas pescarias; e ele é mestre em irritar os nervos e atormentar as consciências, por meio de imaginações, sugestões, instigações, e também agindo diretamente sobre o corpo, onde causa sensações físicas de mal-estar, angústia, repugnância, palpitação, e o que mais seja.

Não se deixe impressionar por nada disto. Olhe em frente, para os Corações de Jesus e de Maria, e vá caminhando sobre as ondas encapeladas, com toda a confiança”.

Plinio Corrêa de Oliveira

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O dia que o demônio fez um poema à Imaculada Conceição de Maria!

Em Avellino, na Itália, no ano de 1823, um menino analfabeto, de 12 anos de idade foi possuído pelo demônio.

Estavam de passagem pela cidade dois sacerdotes da ordem dos dominicanos, Pe. Bassiti e Pe. Pignataro. Sabendo da presença dos padres, e sendo informado do caso, o bispo deu-lhes autorização para auxiliar o jovem, rezando o exorcismo.

Durante a oração o Demônio, afirmou que Nossa Senhora foi concebida cheia de graça e toda de Deus. Então os sacerdotes o obrigaram, em nome de Deus, a demonstrar a veracidade da Imaculada Conceição de Maria.

Para surpresa dos sacerdotes, pela boca do menino possesso, o demônio compôs em italiano um soneto teológico e perfeitamente construído.

Conta-se que o Papa Pio IX chorou ao ler esse soneto, que contém um profundíssimo argumento de razão em favor da Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus e nossa.

 

Poema:

Português:

Sou verdadeira mãe de um Deus que é filho,
E sou sua filha, ainda ao ser-lhe mãe;
Ele de eterno existe e é meu filho,
E eu nasci no tempo e sou sua mãe.

Italiano:

Vera Madre son Io d’un Dio che è Figlio
e son figlia di Lui, benché sua Madre;
ab aeterno nacqu’Egli ed è mio Figlio,
in tempo Io nacqui e pur gli sono Madre.

Ele é meu Criador e é meu filho,
E eu sou sua criatura e sua mãe;
Foi divinal prodígio ser meu filho
Um Deus eterno e ter a mim por mãe.
Egli è mio creator ed è mio Figlio,
son Io sua creatura e gli son Madre;
fu prodigo divin l’esser mio Figlio
un Dio eterno, e Me d’aver per Madre.
O ser da mãe é quase o ser do filho,
Visto que o filho deu o ser à mãe
E foi a mãe que deu o ser ao filho;
L’esser quasi è comun tra Madre e Figlio
perché l’esser dal Figlio ebbe la Madre,
e l’esser dalla Madre ebbe anche il Figlio.
Se, pois, do filho teve o ser a mãe,
Ou há de se dizer manchado o filho
Ou se dirá Imaculada a mãe.
Or, se l’esser dal Figlio ebbe la Madre,
o s’ha da dir che fu macchiato il Figlio,
o senza macchia s’ha da dir la Madre.

 

 

Fotos: Leandro Souza

Maria é Mãe de Deus.

A grandeza de Nossa Senhora, assim como todos os seus títulos, depende do fato impressionante de sua maternidade divina.

Imagem de Nossa Senhora de Fátima
Imagem de Nossa Senhora de Fátima

Maria é imaculada, cheia de graça, Co-redentora da humanidade, Rainha dos Céus e da Terra, Medianeira universal de todas as graças, etc., porque é a Mãe de Deus. A maternidade divina A coloca a tal altura, tão acima de todas as criaturas que São Tomás de Aquino, tão sóbrio e discreto em seus comentários, qualifica essa dignidade como sendo de certo modo infinita. E seu grande comentarista, o Cardeal Caietano, diz que Maria, por sua maternidade divina, alcança os limites da divindade. Entre todas as criaturas, é Maria, sem dúvida alguma, a que tem maior afinidade com Deus.

Assim, no dizer de outro grande mariólogo “o dogma mais importante da Virgem Maria é sua maternidade divina“. É o primeiro alicerce sobre o qual se levanta o edifício da grandeza mariana. É um fato tão acima da capacidade de conhecimento do homem que deve ser considerado um dos maiores mistérios de nossa fé. Que uma humilde mulher, descendente de Adão como nós, se torne Mãe de Deus, é um mistério tão sublime de elevação do homem e de bondade divina, que deixa impressionada qualquer inteligência, angélica ou humana, nos séculos e na eternidade.

Fotos: Leandro Souza

A exultação mesma que os fiéis demonstraram, quando a maternidade divina foi definida solenemente como dogma de fé, comprova até à evidência quão profundamente na alma estava radicada essa verdade fundamental na alma daqueles antigos cristãos. Por isso, no sentir do Pe. Terrien, “as definições dos concílios não introduziram um novo dogma, mas foram antes a sanção oficial da fé da Igreja, motivada pelas sacrílegas negações dos inovadores.” (Pequeno Ofício da Imaculada Conceição comentado, Monsenhor João Clá Dias, EP, Artpress, São Paulo,1997, p. 365 à 367)

 

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