Oração a São José

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Oração a São José para antes do trabalho

(Composta pelo Papa São Pio X)

Glorioso São José, modelo de todos os que se dedicam ao trabalho, obtende-me a graça de trabalhar com espírito de penitência para expiação de meus numerosos pecados; de trabalhar com consciência, pondo o culto do dever acima de minhas inclinações; de trabalhar com recolhimento e alegria, olhando como uma honra empregar e desenvolver pelo trabalho os dons recebidos de Deus; de trabalhar com ordem, paz, moderação e paciência, sem nunca recuar perante o cansaço e as dificuldades; de trabalhar sobretudo com pureza de intenção e com desapego de mim mesmo, tendo sempre diante dos olhos a morte e a conta que deverei dar do tempo perdido, dos talentos inutilizados, do bem omitido e da vã complacência nos sucessos, tão funesta à obra de Deus!

Tudo por Jesus, tudo por Maria, tudo à vossa imitação, ó Patriarca São José! Tal será a minha divisa na vida e na morte. Amém

Vemos o mundo de uma forma diferente

Ele estava imóvel, a pouca distância, rente ao solo. Neste instante escutei um sonoro Clik! Sim, um Clik! E não pude conter o meu espanto…

Fato ocorrido durante um passeio, nas longínquas terras do Canadá.

Caminhávamos pelo interior do Canadá, águas belíssimas ornavam a paisagem bordeadas por pedras, muitas pedras, e em alguns pontos com uma vegetação encantadora, formando um grande lago do qual não se via a outra margem. Sua extensão era tão vasta que ondas se formavam neste lago.

Admirava tudo, acompanhado de um amigo fotógrafo. Comentávamos a paisagem, nos entretínhamos com as pedras, relacionávamos aquela beleza com a Fonte de toda beleza, Deus.

Conversávamos entretidos, até que… Meu amigo! O que houve com meu amigo?

Sim algo aconteceu.

Um repentino silêncio me chamou a atenção. Calou-se meu amigo, e me vi a conversar sozinho, sem resposta às minhas indagações!

Olhei para trás e vi, com espanto, o meu amigo a pouca distância. Estava ali, rente ao solo. Seus braços estavam rígidos, seus olhos vidrados colados à objetiva. Me aproximei para analisar, neste instante escutei um sonoro Click! Sim, um click. Pude então ver que suas mãos manejavam habilmente sua boa máquina fotográfica.

Mas meu maior espanto foi ao verificar o objeto de tão grande interesse… Em meio àquele panorama exuberante, com um lago azul paradisíaco e um céu fabuloso, meu amigo fotografava uma mísera florzinha, menor que a falange do meu mindinho, em meio a um amontoado de pedras…

Não contive o espanto e logo exclamei:

–Mas com toda essa exuberância da natureza ao nosso redor você vai fotografar uma florzinha de nada!

À indagação meu bom amigo apenas respondeu:

–Sabe, nós fotógrafos vemos o mundo de uma forma diferente.

De fato… quando me mostrou o resultado de sua fotografia fiquei impressionado!

Aquela florzinha tomou uma perspectiva impressionante, realçada sua beleza com as pedras escuras ao fundo. Ele soube por em evidência o que o comum das pessoas não vê, e não faz ideia que existe.

Caríssimos, essa história é real. Assim que a ouvi pensei:

Os leitores de Arautos&Fotos gostarão de conhecê-la.

Resta-me agora lhes mostrar o mundo que os fotógrafos veem e que vocês não costumam ver:

Fotos Macro

Fotos: David Ayusso/Leandro Souza

Nos perigos, nas angústias, em todos os momentos de dúvida: invoca Maria!

Dificuldades, perseguições e angústias fazem parte de nossa vida. Já no início da Igreja os bons Católicos eram incompreendidos, odiados e caluniados. Por isso quando você, que agora nos lê, estiver passando pelas tribulações da vida, siga os conselhos do insigne pregador das Cruzadas: São Bernardo, o Doutor melífluo.


Oração Para Invocar Maria, a Estrela do Mar

Arautos do Evangelho-2017-0729_LS100600Nos perigos, nas angústias, em todos os momentos de dúvida, pensa em Maria, invoca Maria. Que este nome sagrado não se afaste do teu coração e não falte jamais nos teus lábios. Seguindo esta Estrela, não te desviarás. Se a invocares com humildade, não desesperarás. Se pensares em Maria, não errarás. Se ela estiver contigo, não cairás. Se te proteger, nada temerás. Com ela, como guia, não te fatigarás. Se te for propícia, chegarás à meta, firme e seguro. Quem quer que sejas, sacudido pelo vendaval das tempestades deste mundo, sentindo a terra como um mar devorador, não afastes os olhos do fulgor desta Estrela.

Quando soprar o vento tempestuoso e traiçoeiro da tentação, quando te sentires batido contra os escolhos perigosos da tribulação, olha para a Estrela e invoca Maria. Se te açoitarem as ondas da soberba, da inveja, da maledicência, olha para a Estrela, invoca Maria. Quando sentires a ira, a avareza, a carne e a tristeza tentarem fazer soçobrar a barquinha frágil de tua alma, olha para a Estrela, invoca Maria…

São Bernardo de Claraval

Exorcismo, fundador dos Jesuítas em exorcismo de quatro moças

Damos continuação aos exorcismos feitos em nome de Santo Inácio, fundador dos Jesuítas. Artigo publicado na Revista Arautos do Evangelho.


Quatro damas possuídas pelo demônio (segunda parte)

São os méritos de Inácio que me expulsam”

Santo Inácio de Loyola

Outro deles começou a vomitar novas injúrias contra Inácio, a jurar que nada conseguiria expulsá-lo, a zombar da covardia de seus comparsas que haviam fugido. Mas, em meio a esses protestos, sentindo-se forçado a fugir, lançou-se de joelhos diante de um espinho da santa coroa do Salvador, venerada naquela casa, e gritou: “Se saio desta mulher, não é Inácio que me obriga, quero deixar isto claro, é este espinho, cujo poder supera o meu”. Entretanto, assim falando, ele não se afastava. Por fim, deu um espantoso grito, arrastou-se de joelhos até à imagem do Santo e lá, prosternado, disse: “Sob coação, confesso: são os méritos de Inácio que me expulsam”. E no mesmo instante deixou o corpo da infeliz.

Aconteceu o mesmo a outros espíritos infernais que, atribuindo sua derrota a um ou outro poder, acabavam sempre por reconhecer que era Inácio quem os forçava a retornar ao inferno. A cada dia as pobres possessas se viam livres de alguns desses chefes que arrastavam consigo outros na fuga. Durante um de seus bons momentos, alguém lhes deu para ler a vida de Santo Inácio e, mais do que qualquer exorcismo, esta leitura as livrava de vários demônios, os quais, falando pela boca de uma delas, diziam que preferiam fugir a continuar ouvindo a leitura deste maldito livro; e de fato a deixaram. Outros gritavam ao sair: “Oh! Deus, Vós nos privastes da glória para dála a este coxo!”

Ele a introduziu no Paraíso como filha

Afinal, após tantos sofrimentos, todas essas desafortunadas se viram livres da aflitiva possessão e recuperaram a saúde, a paz, a piedade. Em recompensa de seus longos tormentos e de sua fidelidade em meio a tão cruéis tentações, Deus lhes concedeu graças especiais, particularmente a Luíza, que recebeu o dom de oração e de união com Deus em tão alto grau que lhe parecia não poder afastar d’Ele seu pensamento, nem falar senão d’Ele. Levou a mais austera das vidas e ter-se-ia entregado a excessos se seu diretor espiritual não houvesse estabelecido limites ao seu fervor. Viveu cinco anos após esses acontecimentos e faleceu na véspera da festa de Santo Inácio, o qual, a dar-se crédito na revelação feita por um demônio num exorcismo, introduziu-a no Paraíso como sua filha.

É certo que numa manhã ela apareceu a uma de suas filhas, chamada Dória. Estava vestida de branco, brilhante como o sol. Exortou a filha a perseverar na via de perfeição que havia escolhido e, para fortalecê-la nessa decisão, contou-lhe coisas admiráveis a respeito dos Bem-aventurados.

O poder exorcístico de uma menina devota

Decorridos dois anos dos fatos acima narrados, Lívia, a mais jovem das quatro mulheres que tanto tinham sofrido, ficou possessa novamente. O primeiro sinal se manifestou por gritos violentos que os demônios a faziam dar, dizendo que Inácio não queria deixá-los em paz e recomeçava a persegui-los como antes. Entraram depois num terrível furor, arrancando os cabelos e deformando a fisionomia dessa infeliz, pronunciando em diversas línguas palavras de desespero. Entretanto, tudo isso acontecia somente na casa, pois, diziam eles, Inácio queria que ela pudesse participar em paz dos Sacramentos e ouvir na igreja a Palavra de Deus.

Ela recebia também, durante as mais violentas crises, um grande alívio por meio de uma menina, sua prima, a qual, quando a via tomada pelo furor, fazia sobre ela o sinal da Cruz e, em nome de Santo Inácio, lhe dava ordem de acalmar-se; e o demônio obedecia imediatamente, de modo que a menina, apenas segurando a mão da possessa, levava-a para onde queria. Outro demônio zombava disso, dizendo que uma formiga arrastava um elefante; mas o orgulhoso espírito que era forçado a obedecer se defendia, dizendo que ele não obedecia à menina, mas ao seu Anjo da Guarda, e neste a Santo Inácio que o enviava.

Quando os exorcismos os punham em fuga, muitos gritavam que quem os expulsava era o Anjo da Guarda de Inácio, mas a própria moça viu diversas vezes o Santo com ar grave e majestoso, tendo na mão um terrível chicote cujos golpes os demônios não podiam suportar. E assim ela foi novamente libertada.

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