Tenho saudades da época em que eu Vos amava, e Vós me amáveis

Arautos do Evangelho-2018-01-09_104320_20180109_GK

Há momentos, minha Mãe, em que minha alma se sente, no que tem de mais fundo, tocada por uma saudade indizível. Tenho saudades da época em que eu Vos amava, e Vós me amáveis, na atmosfera primaveril de minha vida espiritual. Tenho saudades de Vós, Senhora, e do paraíso que punha em mim, a grande comunicação que tinha convosco. Não tendes também Vós, Senhora, saudades desse tempo? Não tendes saudades da bondade que havia naquele filho que fui? Vinde, pois, ó melhor de todas as mães, e por amor ao que desabrochava em mim, restaurai-me: recomponde em mim o amor a Vós, e fazei de mim a plena realização daquele filho sem mancha que eu teria sido, se não fosse tanta miséria. Dai-me, ó Mãe, um coração arrependido e humilhado, e fazei luzir novamente aos meus olhos aquilo que, pelo esplendor de vossa graça, eu começara a amar tanto e tanto!… Lembrai-Vos, Senhora, deste David e de toda a doçura que nele púnheis. Assim seja!

 
Fotos: Gustavo K./Leandro S.

Olhar de São José

Deus Pai quis que a chegada de seu Filho ao mundo fosse revestida com a suprema pulcritude que convém a um Deus. Ele deveria nascer de uma Virgem concebida sem pecado original, reunindo em si as alegrias da maternidade e a flor da virgindade. Mas era indispensável a presença de alguém capaz de assumir a figura de pai perante o Verbo de Deus feito homem. “O senhor procurou um homem segundo seu coração”. Este homem foi São José.


Seja São José o protetor vitorioso daqueles que lutam para manter seus corações livres da escravidão da impureza, seja ele o auxílio e intercessor dos que caem e querem reerguer-se, tenha ele piedade e desperte as consciências dos que se abandonam aos braços suaves e cruéis dos mentirosos deleites de uma vida licenciosa.

São José, modelo de castidade masculina e amparo eficaz de todos os que amam a inocência.

Rogai por Nós

O esplendor da arquitetura

As esplendorosas cores, a grandiosidade nas formas, a elegância e leveza das pontas, fazem da arte gótica mais que um estilo de arquitetura, mais que uma arte, fazem dela a mais alta expressão da alma que busca a Deus.

A arte gótica nasceu de almas desejosas de expressar pela arquitetura o seu anelo de em tudo buscar a Deus, durante a Idade Média.

Quis a alma medieval criar um estilo que somasse a força do românico com algo de leveza e harmonia próprias às almas em estado de graça. Com os pés bem firmes na arte românica e a cabeça voltada aos ensinamentos da Igreja, criaram a arte gótica, que com suas ogivas, fortes, altas e elegantes, tornam o gótico uma arte vertical, contrastando com os arcos românicos, robustos e densos, que apresentavam uma arte horizontal.

Apesar de sua aparente fragilidade, os arcos góticos são tão robustos que possibilitaram a retirada das paredes que antes, com os arcos românicos, eram necessárias para suportar o peso do teto. Uma vez retidas as paredes surgem os vitrais, uma das formas de beleza mais atraentes das igrejas góticas.

Os artistas vidraceiros aprimoraram suas técnicas, e em pouco tempo as catedrais se tornaram a bíblia dos pobres. Os padres passaram a utilizar as figuras dos vitrais e as pinturas da Igreja para doutrinar os fiéis.

Ainda hoje, mesmo com o passar de tantos séculos, a arte gótica é profundamente estudada e admirada, sendo, à medida do possível, utilizada ou copiada em inúmeras igrejas e construções de nosso tempo.

O medieval quis unir com ela o homem a Deus, o material e o espiritual, por isso os dois lados bem marcados de suas ogivas. Tudo banhado pela luz dos vitrais, que envolve de sobrenatural tudo aquilo que toca.

Assim devem ser nossas almas, sempre unidas a Deus, banhando-se nas luzes salutares da Igreja Católica.

Fotos: Leandro Souza

Arte gótica da capela de uma das casa dos Arautos do Evangelho.

As cores, os arcos e os vitrais são construídos sob orientações do Mons. João Clá, e remontam o auge da arte gótica.

Podemos aqui, ainda que por fotos, sentirmo-nos como os pobres da idade média, que entravam nestas belas catedrais e faziam com alegria suas orações, sempre aprendendo algo a mais sobre Deus.

__________

Sobre as fotos:

Igreja em Maranduba, do mosteiro dos Arautos do Evangelho.

Temos aqui uma imensa quantidade de cores e linhas, somadas a um forte contraste de luz. A boa captura deste tipo de foto não é simples, e a escolha dos ângulos tão pouco. Foram utilizadas técnicas de HDR e Compensação de luz, somadas ao ajuste individual de cada fotografia.

 

 

 

 

 

Quem São os Arautos?

Quem são os Arautos do Evangelho? Por que esse hábito? Por que essa Cruz e essas botas?

Os Arautos do Evangelho, ao sairem à rua, habitualmente escutam: Quem são vocês?

Ao aproximar-se do interlocutor, o Arauto escuta atento a essa já conhecida, e muitas vezes enlevada, sequencia de porquês.

 Seria o nosso leitor capaz de responder?

———-:———-

Quem são os Arautos do Evangelho?

Arautos do evangelho em Aparecida do NorteOs Arautos do Evangelho são uma Associação Internacional de Fiéis de Direito Pontifício, composta predominantemente por jovens, presente em 78 países. Seus membros de vida consagrada praticam o celibato, e dedicam-se ao apostolado, alternando a vida de recolhimento, estudo e oração, com atividades de evangelização nas dioceses e paróquias, dando especial ênfase à formação dos Jovens.

Os Arautos do Evangelho procuram praticar em toda a sua pureza fascinante os conselhos evangélicos.

Vivem em comunidade (masculinas ou femininas), em um ambiente de caridade fraterna e disciplina, com intensa vida de oração e estudo.

Por verem na cultura e na arte eficazes instrumentos de evangelização, os Arautos habitualmente utilizam da música, tanto pelas vozes como pelos instrumentos. Por isso grande número de coros, orquestras e conjuntos musicais foram constituídos por Arautos, a fim de levar fé e esperança à sociedade.

Mons. João Clá Dias

Monsenhor João Clá Dias, fundador dos Arautos do Evangelho

Seu fundador é Mons. João Clá Dias, cônego honorário da Basílica Papal de Santa Maria Maior, Protonotário Apostólico, membro da Sociedade Internacional Tomás de Aquino, da Academia Marial de Aparecida, e da Pontifícia Academia da Imaculada.

Mons. João organizou também um ramo feminino dos Arautos, é fundador da Sociedade Clerical de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli e da Sociedade Feminina de Vida apostólica Regina Virginum. Atual Superior-Geral de Virgo Flos Carmeli e de Arautos do Evangelho.

.

O hábito dos Arautos do Evangelho

Missa de Formatura de TeologiaAo recordarmos um Arauto, a primeira imagem que nos vem a mente é um jovem, trajando um longo hábito. Seus ombros sustentando um escapulário estampado com uma cruz vermelha e branca, com pontas que lembram flores de lis. Nos pés, um par de botas, e sua cintura ornada com uma corrente de ferro, da qual pende um rosário.

Habito dos Arautos do Evangelho LS_5DMlll-80965A túnica do hábito dos Arautos:

A túnica marrom, mais austera e sóbria, foi reservada aos clérigos (diáconos e presbíteros), enquanto os leigos consagrados usam a túnica branca-marfim.

Os que começam sua experiência vocacional, usam o hábito de noviço: túnica e escapulário ocres. O hábito do setor feminino compõe-se de una túnica de cor amarelo-ouro e o escapulário marrom.

.

O escapulário de um Arauto:

Escaulário dos Arautos do Evangelho

O escapulário que o Arauto porta sobre os ombros representa o manto da Santíssima Virgem, cuja proteção maternal envolve com especial solicitude quem a Ela se consagra. É também símbolo da entrega que ele faz de sua vida, de seu ser e de seu querer, nas mãos da Rainha dos Céus.

O capuz, presente nos hábitos dos clérigos e leigos consagrados é o símbolo da vida contemplativa.

.

.

A Cruz florida em vermelho e branco:

Hábito sacerdotal dos Arautos do EvangelhoA grande cruz do escapulário, com pontas estilizadas que lembram flores de lis, é inspirada na Cruz de Santiago de Compostela: símbolo por excelência do peregrinar em busca da Pátria Celeste. O branco da cruz representa a pureza de doutrina e de costumes; o vermelho reflete o amor e o desejo da fidelidade levado até o holocausto, imagem do Preciosíssimo Sangue vertido por Jesus até a última gota. O dourado exprime a beleza e a excelência da santidade à qual todos batizados são chamados.

.

Por que os Arautos usam uma corrente na cintura?

Detalhe do hábito dos Arautos do EvangelhoA corrente, que cinge a cintura, simboliza a devoção à Nossa Senhora, ensinada por São Luís Grignion de Monfort, proposta como exemplo de submissão à vontade de Deus: “Eis a escrava do Senhor” (Lc 1, 38). São Luís nos convida a imitá-la consagrando-nos como “escravos de amor a Jesus, pelas mãos de Maria”. O santo aconselha levar uma corrente simbolizando esta devoção.

.

.

.

O rosário!

A oração é o meio infalível de obter de Deus as graças e dons desejados e o Rosário, inspirado pela própria Virgem a São Domingos de Gusmão, em inúmeras ocasiões demonstrou sua eficácia. São PioX o considerava como “a mais bela e a mais preciosa de todas orações”.

Como fazem muitas Ordens Religiosas, os Arautos não somente levam o Rosário à cintura, mas o rezam diariamente.

As botas dos Arautos do Evangelho:

2014_04_18-Cerimonia_de_Quinta_Feira_Santa_-_5DLS1931O que mais suscita perguntas é, sem dúvida, o uso de botas. O fato dos Arautos utilizarem botas de couro e cano alto, como os antigos missionários em suas resignadas andanças às mais longínquas terras até então conhecidas, não se deve a nenhuma necessidade prática, e sim a um valor simbólico; elas representam o carácter missionário, e abnegado, que não conhece limites, nem obstáculos para levar a fé em Cristo e o amor a Maria.

——–

Caríssimo leitor, se tiver dúvidas pode nos perguntar. Deixe o seu comentário.

%d blogueiros gostam disto: