Vemos o mundo de uma forma diferente

Ele estava imóvel, a pouca distância, rente ao solo. Neste instante escutei um sonoro Clik! Sim, um Clik! E não pude conter o meu espanto…

Fato ocorrido durante um passeio, nas longínquas terras do Canadá.

Caminhávamos pelo interior do Canadá, águas belíssimas ornavam a paisagem bordeadas por pedras, muitas pedras, e em alguns pontos com uma vegetação encantadora, formando um grande lago do qual não se via a outra margem. Sua extensão era tão vasta que ondas se formavam neste lago.

Admirava tudo, acompanhado de um amigo fotógrafo. Comentávamos a paisagem, nos entretínhamos com as pedras, relacionávamos aquela beleza com a Fonte de toda beleza, Deus.

Conversávamos entretidos, até que… Meu amigo! O que houve com meu amigo?

Sim algo aconteceu.

Um repentino silêncio me chamou a atenção. Calou-se meu amigo, e me vi a conversar sozinho, sem resposta às minhas indagações!

Olhei para trás e vi, com espanto, o meu amigo a pouca distância. Estava ali, rente ao solo. Seus braços estavam rígidos, seus olhos vidrados colados à objetiva. Me aproximei para analisar, neste instante escutei um sonoro Click! Sim, um click. Pude então ver que suas mãos manejavam habilmente sua boa máquina fotográfica.

Mas meu maior espanto foi ao verificar o objeto de tão grande interesse… Em meio àquele panorama exuberante, com um lago azul paradisíaco e um céu fabuloso, meu amigo fotografava uma mísera florzinha, menor que a falange do meu mindinho, em meio a um amontoado de pedras…

Não contive o espanto e logo exclamei:

–Mas com toda essa exuberância da natureza ao nosso redor você vai fotografar uma florzinha de nada!

À indagação meu bom amigo apenas respondeu:

–Sabe, nós fotógrafos vemos o mundo de uma forma diferente.

De fato… quando me mostrou o resultado de sua fotografia fiquei impressionado!

Aquela florzinha tomou uma perspectiva impressionante, realçada sua beleza com as pedras escuras ao fundo. Ele soube por em evidência o que o comum das pessoas não vê, e não faz ideia que existe.

Caríssimos, essa história é real. Assim que a ouvi pensei:

Os leitores de Arautos&Fotos gostarão de conhecê-la.

Resta-me agora lhes mostrar o mundo que os fotógrafos veem e que vocês não costumam ver:

Fotos Macro

Fotos: David Ayusso/Leandro Souza

Manifestação de Deus na casa dos Arautos

Flores, montanhas, vastos panoramas, densa vegetação, grandes e pequenos animais: Serra da Cantareira! Ambiente semi-paradisíaco, onde o homem entra em constante comunicação com a natureza. Local em que Deus se comunica aos espíritos contemplativos, pintando belos pores de sol, traçando formosas nuvens e colorindo, como o melhor dos artistas, as mais formosas flores.

Por do sol na Serra da Cantareira
Por do sol na Serra da Cantareira

Dos encantos desta serra um entre todos se destaca. No rígido inverno, quando os pequenos bichos se encolhem, os animais se escondem e os homens no calor de suas moradas abrigam-se como se fora houvesse geada, as formosas Cerejeiras mostram ao mundo toda sua beleza. Cobrem seus desfolhados galhos de ricas flores, ornam de cores o ambiente gélido e desbotado, atraem para si os animais, os homens e muitos fotógrafos admirados.

Neste período de inverno, mais rigoroso que seus antecessores, não foi diferente. Na casa dos Arautos do Evangelho, intitulada Nossa Senhora da Divina Providência, as cerejeiras se ornaram com extrema beleza e muita cor.

Flor de cerejeira na casa dos Arautos do Evangelho
Flor de cerejeira na casa dos Arautos do Evangelho

Já no primeiro dia da florada, quase no mesmo momento em que as flores se abriram, os pequenos bichos, laboriosas abelhas (diria milhares e milhares de abelhas) atraídas pelo aromático néctar das flores, vieram fazer o seu trabalho. Os animais, quais pedras preciosas, foram logo reluzir junto aos atraentes buquês. Os homens, religiosos, arautos, estudados e entregues à oração e à contemplação, antes mesmo da floração as olhavam imaginando sua beleza, ansiosos por saber o quanto Deus na natureza espelharia de sua grandeza.

Cerejeiras e por-do-sol na casa dos Arautos do Evangelho
Cerejeiras e por-do-sol na casa dos Arautos do Evangelho

Finalmente aparecem os fotógrafos que meses antes já observavam as melhores ramagens, analisavam os ângulos e calculavam o horário exato para a sua fotografia, desejosos de compartilhar com o nosso leitor e com o mundo esse pequeno mas atraente reflexo da harmonia e beleza de Deus!

Não fique apenas na história. Vejam abaixo as fotos destas cerejeiras!

Gostou? Não pare por ai. Compare com as fotos tiradas nos anos anteriores:Cerejeiras em 2016

Fotos: Leandro Souza

Continue: Cerejeiras em 2016

 

Salvar

Salvar

A resposta era a sua beleza

Perguntei à terra, ao mar, à profundeza e, entre os animais, às criaturas que rastejam, Perguntei aos ventos que sopram e aos seres que o mar encerra. Perguntei aos céus, ao sol, à lua e às estrelas e a todas as criaturas à volta da minha carne: Minha pergunta era o olhar que eu lhes lançava. Sua resposta era a sua beleza. (Santo Agostinho)

Fotos: Leandro Souza

A natureza é para todo fiel uma lição que o ensina a louvar a Deus, pois o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe proclamam a bondade e a onipotência de seu Criador; e a admirável beleza dos elementos postos a nosso serviço requer da criatura racional uma justa ação de graças. (São Leão Magno, papa)

Fotos: Leandro Souza

Beleza e inocência, flores!

Em tudo Deus se faz ver, está presente em tudo, move tudo, sustenta tudo. No entanto, Deus tão visível nos parece longe e pouco acessível. Então,  onde vislumbrar sua beleza? Onde amar sua infinda inocência?

Sua beleza Deus espalhou por todos os Jardins, a inocência concentrou na alma dos justos.

Fotos: Leandro Souza

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